Milhares de trabalhadores estiveram unidos no Dia Nacional de Luta

A CGTP-IN realizou este sábado duas manifestações, em Lisboa e no Porto, inseridas no Dia Nacional de Luta e com o lema “Unidos pela valorização do trabalho e dos trabalhadores”. A manifestação, em Lisboa, partiu pelas 15h30 da Rotunda do Marquês de Pombal, descendo a Avenida da Liberdade até aos Restauradores e, no Porto, da Praça do Campo 24 de Agosto para a Estação de S.Bento.

«Não basta dizer que se muda, é preciso mudar» e “é preciso substituir a bicicleta por uma mota para que a recuperação do país ocorra com maior velocidade” foram os motes do Secretário-geral da CGTP-IN dirigidos ao actual Governo no arranque da manifestação em Lisboa.

A manifestação juntou largos milhares de trabalhadores - todos a exigirem a valorização do trabalho e resultados como subidas de salários para os trabalhadores em geral e, também, para os funcionários da administração pública, alvo de cortes e congelamento de carreiras nos últimos anos - porque estes trabalhadores lutam pelos seus direitos e não querem um Governo acomodado ao poder.

Arménio Carlos, Secretário-geral da CGTP-IN após vincar que as manifestações não são para botar abaixo, mas sim para dizer que o Governo tem de dar resposta aos problemas”, classificou a contratação colectiva como “uma questão inevitável” a ter presente na preparação do Orçamento de Estado para 2018, até porque as estruturas patronais pretendem destruir direitos dos trabalhadores a partir da caducidade da contratação colectiva. Acrescentando ainda que “acabar com a legislação laboral do tempo da troika” é uma tarefa que a CGTP-IN gostaria de ver cumprida pela actual maioria parlamentar.

Na intervenção de encerramento da manifestação lisboeta, o secretário-geral da CGTP desafiou ainda o Governo a instituir um programa "Simplex" para o combate à precariedade nos vínculos laborais, de modo a que a cada posto de trabalho permanente corresponda um vínculo efectivo.