ADESÃO À GREVE NACIONAL DOS TRABALHADORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MARCADA PELA EXIGÊNCIA DE SALÁRIOS DESCONGELADOS E INVESTIMENTO NO SECTOR

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais saúda todos os trabalhadores do sector que aderiram à Greve Nacional que hoje se cumpre em toda a Administração Pública, para exigir do Governo, aumento dos salários, descongelamento das progressões e promoções nas carreiras, o efectivo fim da precariedade, a atribuição das 35 horas semanais de trabalho para todos, mais investimento na Administração Pública, designadamente, nas funções sociais do Estado.
 
A adesão à greve foi superior aos 80% em toda a Administração Central, tendo tido percentagens ainda maiores na Saúde e na Educação, entre os noventa e os cem por cento . Em termos regionais, destacam-se o Porto, Coimbra e Lisboa, em que os serviços hospitalares estiveram a funcionar na esmagadora maioria dos casos somente com serviços mínimos e em que estiveram encerradas centenas de estabelecimentos de educação e ensino.
 
Mas também noutras regiões, como Braga, Aveiro, Leiria, Setúbal, Santarém e Faro, registaram níveis de adesão muito elevados, superiores a 70% na Saúde e na Educação, tendo outros sectores sido afectados ou ficado mesmo encerrados, devido à greve: Autoridade Tributária, ASAE, IRN, Segurança Social, entre outros.
 
Os trabalhadores da Administração Pública, ao aderirem de forma tão expressiva, a esta Greve convocada pela Frente Comum, deram um claro sinal ao Governo de que, sendo já este o terceiro Orçamento do Estado do seu mandato, as medidas constante da Proposta do Orçamento do Estado para 2018, por si apresentadas, continuam a ficar muito aquém do que é exigível para repor o caminho da dignificação do estatuto dos trabalhadores do sector e de promoção de investimento na qualidade dos Serviços Públicos.
 
Os trabalhadores da Administração Pública, deram um claro sinal de que o Governo tem de optar entre satisfazer a gula do grande capital financeiro e dos governos do directório da União Europeia, dando continuidade ao caminho da redução do déficit, de efeitos estéreis para o desenvolvimento do nosso País, ou investir a riqueza criada no nosso património fundamental que são os trabalhadores, na produção nacional, na investigação científica e tecnológica e nas infraestruturas para, não só crescer economicamente, como desenvolver do ponto de vista social e cultural.